quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sua forma é irregular.




Sei que você sabe, que eu sei que você sabe. Até porque sua forma é irregular. Não me atreveria a regular uma posição remediada e afagada por tão pouco, mas tão eficaz sentido. Até cheguei a pensar que esse controverso sentido que eu digo agora não existisse. E talvez não tenha existido no tempo em que o crepúsculo e o amanhecer eram praticamente um só, quando assim, sentíamos os nós na garganta de todos que nos viam a sorrir só de olhar, ver, rever. Revendo hoje, chego a conclusão alguma. Sei que você sabe, que eu sei que você não concluiu nada também. Um nada bem amigável, abrindo os caminhos de um possível futuro de bem me quer. Quero colo, sei, colocar tudo em seu mais efetivo lugar. Nunca arriscaria um tal prazer em fé de não acalentar corações por bel comodismo. Sem sequer olhar no espelho e notar as tais olheiras, supus que melhor seria um limiar de recolha em sorte de amar. E que sorte, sortudo mesmo, só. Mas sei que você sabe, que eu sei que você sabe sobre a irregularidade contida aí nas frases tremulas repletas de desculpas e indisciplinadas controversas ao acaso, que ao meu ver não são contra em um polposo enfim. Até porque se fosse de regular confirmaria as coisas como artificialmente se apresentam. Mas sendo assim, me olha nos olhos e faz-me regressar a um abraço de conotação emocionalmente vital. Pensei em algo abstrato e irregular como seu sopro de angústia e paixão. Você é o Sol. Sem sua luz, todo o meu mundo fenecerá. Pois então, tenha em mente Sol, seja a coisa mais linda do mundo, toda de amarelo. Que coisa linda. 

sábado, 23 de julho de 2011

Dieta Psicológica / Social


Mole, só parar de consumir em excesso. Como? Só fechar a boca. O ouvido. O interesse. Nutrir-se de pessoas nutritivas, ora bolas. Deixar aqueles que não se propagam em ti um pouco de lado, uma pincelada aqui, uma pincelada alí, doses pequenas. Ignorar quem deveria ter ignorado, ouvir quem deveria ter ficado calado, falar menos, ouvir menos, refletir menos e enfim ter menos problemas! Menos pra mais, se quer saber. É mais fácil digerir uma olhadela de rabo de olho, um sorrisinho com cara de cu e uns narizes em pé do que fazer parte desse meio, tendo que se esquivar das presepadas sociais que consomem mentes sãs. "E aí Leo, anda sumido, eim!". - É, tô ligado.

sábado, 16 de julho de 2011

Música Sem Nome




Eu tive sorte, eu tive azar
Tive motivos pra acreditar
que existe gente com medo arriscar
Eu tive sono quando eu dormia
Tive amigos que não queria
e inimigos que ainda quero bem
Mas como você eu nunca tive ninguém
Mas como você eu nunca tive ninguém
Eu tive tempo, eu tive prazos
Fiquei com medo de estar errado
e hoje vejo o "certo" atrasado
Tive traumas irreparáveis
e uma alegria irretocável
que espero manter daqui pra frente
Mas como você eu nunca tive ninguém
Mas como você eu nunca tive ninguém
Na minha lista de convidados
o tempo não entra sem presente
A festa é minha
Eu faço o que eu quiser
Expulso o futuro e passado
Mas como você eu nunca tive ninguém
Mas como você eu nunca tive ninguém
Eu tive sorte, eu tive azar
Tive motivos pra acreditar
que existe gente com medo arriscar
Eu tive sono quando eu dormia
Tive amigos que não queria
e inimigos que ainda quero bem

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Morena claro, Loira escuro.



Razão, que razão? Estou em estado de abstinência, pra mim já não há mais sentido a tal razão, e de racionalização parcial ou íntegra, continuo a formular questões. Questiono as respostas positivas e as entregas negativas, quase que em um balançar de suposta comodidade que de cômoda não tem nada, pra falar a verdade, é mais incomoda do que confortável. E de conforto já nos esbaldamos, se ainda lembras.Não vou voltar ao antigo e remoto "modus operandi", já pode se acalmar, ou de relance esperto pode se acalentar, por mais uma vez calor. Calor suprimido é bom, quando explode aquece todas as agustias oprimidas em disfarces à recalques, aquelas mórbidas e sutis fúrias contra quem se realmente quer. Sabe quando eu apareço nos meios mais superficiais profanando as frases mais artificiais, e mesmo assim desmascaro o mínimo de reação repentinamente sentimental? Esse sou eu, não é outro alguém. Esse é o puro ser, não um talvez de qualquer um, é um outro que conheces bem, repudia de vez em quando, mas no fim reconhece como querido fim de tarde quente. Quanto mais claro pra si, mais escuro pra ti. Os recursos se tornam escaços com o tempo que corrói o presente, o que sempre nos mantém longe, esse tempo babaca. Queria dar uma festa sem precedentes, tirando as regras que teriam de ser seguidas. Na minha festa o tempo não é um convidado, o presente é o aniversariante, o passado homenageado e o futuro um penetra qualquer. Nós nos banhamos de vontades e antigas aventuras, bebemos o que nos nutre, a tal afeição que nos mantém de pé frente à frente sem tremer. Talvez um ou dois pensamentos antigos guardados possam ser tirados da caixa renovando as sensações de agora, combinando o já passado talvez com aquele "sim, por você" que sempre nos conota tal frio na barriga. É só pensar, já foram loiras, morenas, ruivas, mulatas, estranhas, engraçadas, feias, bonitas, lindas, normais, malucas, sensatas, sentimentais, racionais, colombinas, princesas, rebeldes, punks, arianas, medíocres, apaixonadas, amáveis, amantes, amarguradas, alucinadas, alegres, "nem aí", não importa. No escuro é tudo igual. E pra mim, quem deve estar aqui estará no escuro ou no clarão. Sol me diz a direção, porque a lua disse que talvez sim, talvez não. 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Delírios de mais um fã de Los Hermanos.


Veja você, quando é que tudo foi desabar. Fez-se mar, e asas nos teus pés, ondas pra levar. E moça, olha só o que eu te escrevi... Me diz o que eu faço por você, me diz o que que eu tenho que fazer, eu não nego, eu me entrego. É, pode ser que a maré não vire, pode ser do vento vir contra o cais. Amor, veja bem, arranjei alguém chamado "Saudade". É simples desse jeito quando se encolhe o peito e finge não haver competição, eu não estava lá, mas eu vi. Ligue, ligue, ligue para mim, diga, diga, diga que me ama que eu não vou mais implorar. Guilhotina? Eu que controlo o meu guidom! Assim que quer, assim será. Ouvi dizer do teu olhar ao ver a flor, sei que o vento que entortou a flor passou também por nosso lar, e foi você que desviou com golpes de pincel, é bom te ver sorrir... É bom as vezes se perder sem ter porque, sem ter razão, é um dom saber envaidecer, por si, mudar de tom. Através eu vi, só o amor é luz, e há de estar daqui até alto e amanhã. Eu faço dele meu e não me falta o passo coração, avante! Ah vai! Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém afim de te acompanhar, sei que a tua boca já beijou a outra que não é minha, sei que já amou outros quando não conhecia. É morena, tá tudo bem, o amor já desvendou o nosso lugar, e agora está de bem. Canta que é no canto que eu vou chegar, canto o teu encanto que é pra me encantar. Feito pra mim, bom pra você, deixa mudar e confundir a foto mais bonita que eu fiz: você olhando pra mim. Ai, não fala isso por favor! Deixa chegar o sonho, prepara uma avenina que a gente vai passar. Eu meço no vento o passo de agora, e o próximo instante eu sei, é quase lá. Eu zanguei numa sisma eu sei, tanta birra é pirraça e só que essa teima era eu e não vi e exitei, fiz o pior... Do amor amuleto que eu fiz, deixei por aí, descuidei dele, quase larguei, quis deixar cair... Mas não deixei, peguei no ar. Como pode alguém sonhar o que é impossível saber? Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer. Isso eu vi, o vento leva. Sei, tanto te soltei que você me quis em todo lugar, onde o destino não previu. Deixa o amanhã e a gente sorri que o coração já quer descansar, clareia a minha vida amor, no olhar. Eu só aceito a condição de ter você só pra mim, eu sei, não é assim mas deixa eu fingir e rir. Eu não vou mudar não, eu vou ficar são mesmo se for só, não vou ceder. Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim e no final assim calado eu sei que vou ser coroado Rei de mim. Enquanto isso navegando eu vou sem paz, sem ter um porto, quase morto sem um cais. É morena, tá tudo bem. Diz, quem é maior que amor? 

domingo, 27 de março de 2011

O Mar E O Ar


O mar pode nos afogar
Pode nos inundar
Com o seu rosto azul
Porém não consegue nos separar
Porque o amor respira sobre o mar

O ar pode nos ressecar
Pode nos carregar
Com o seu vento sul
Porém não consegue nos apagar
Porque o amor aumenta com o ar

Sempre que estiver à noite a chorar
Saiba que estarei aqui
Seco a água de seu pranto a soprar
Não demoras a sorrir

Se o vento é de levar
O mar é de trazer
De volta o que se vai
E a onda quer devolver
O amor de eu e você

terça-feira, 1 de março de 2011

O que mais você vê?


Eu por mim seria assim mesmo

Eu por você seria cada dia mais

Eu pelos outros, ah, deixaria eles a falar

Eu pelo que vi seria quem sabe


Por mim estaria tudo bem

Por você estaria melhor

Por eles não adiantaria tentar

Pelo que sei discordaria, sabe


Mim sem ti

Você quis

Eles não

Então


O que mais você vê?


Eu por mim seria assim

Eu por você sim

Eu pelos outros não importa

Pelo que há de verdade