segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fugindo às Claras


“Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações.” 
                                                                                         Vicent Van Gogh 



Pede pro tempo me esperar que essa é a saideira, afinal, ta tarde demais pra ficar por aqui. Avisa que eu já estou indo pra casa, liga pra dizer que estou pálido de indecisão. Enrola pra não dar bandeira, diz que pareço ótimo, melhor que nunca, fala que é pra esperar e ficar bem. Ajuda a distrair, chama toda atenção pro lado de lá, que hoje eu vou correr pro outro lado. Mas tem que ser de mansinho porque tudo o que é súbito sobe rápido e cai mais rápido ainda. Amacia a carne, acalma a quem realmente te enxerga, espera eu esquivar dos olhares prepotentes. Quando estiver seguro pra entrar, avisa, mas fala baixo, não quero acordar ninguém de um sono tranquilo que sirva de palco para alguns sonhos. Recorda, não esquece que abraço é a chave da porta, saindo por ela existe um mundo inteiro pra se andar. Mas calma, não quero me despedir de ninguém antes de sair, até porque eu espero voltar, em breve, suponho. Não é fácil fingir, então pode parar, não seja hostil com seu próximo, aliás, não seja com nada. Eu queria que essa saidera fosse maior, que no final ela me inundasse de você em mim. Considere isso é uma fuga, estamos fugindo de nada, mas mesmo assim, com aquele frio na barriga.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vou Chegar no Final de Mais Uma Canção


“Nada vai mudar entre nós. Como eu sei? Eu só sei. 
Tudo vai permanecer igual, afinal, não há nada a fazer.”



Senta aqui, enche meu caneco que derrubou, na mesa do bar
E molhou meu coração
Escorreu pela tua pele e tocou a minha
Ilusão de final sem mais uma canção
“Lá, lá, lá” sem fim
Não adianta chorar por mim assim
Chega aí, só esquivando da tua obrigação
De ter de querer
Só mais um na multidão
“Bla, bla, bla” que enfim
Ajuda a pensar que sim
Volta aqui, pois veja bem então
Ajuda a me levar
A aquele grau de elevação
De não ver o que não tem, e assim
A alma sonha em paz pra mim


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Hão de Compreender


Ah, ta bom, vamos fingir que ninguém nunca almejou algo que já tinha dono. Sendo que é bem mais fácil falar que não, é claro, ta na cara. Veja pelo lado ruim, é em seu grande e total absoluto, frustrante. Frustração errônea em vários quesitos: sinceridade, sensatez, sobriedade, eloquência, e assim por diante. Agora veja pela fresta da porta, olha lá, o lado bom se escondendo! Camarada, não estou disposto a muitas coisas por essas bandas, não por agora, não estou por não estar, é fácil, dinâmico e sinceramente neutro, essa neutralidade. O tal do lado bom é bem resistente, gradativamente se mostrando a mim. Tal covardia pode e será recompensada em suas reais e devidas formas. O enfim dos meus enfins, finalmente chegou ao ponto em que não falo nada com nada, pra alguns, é claro. Esse nada com nada é um tudo com tudo de tudo tão grande que eu chego, paro, olho pro alto e mesmo assim não consigo ver o seu fim, ou começo, enfim. Hão de compreender que essa compreensão não se detém a má índole, ou quaisquer vertentes de um caráter corrompido, muito pelo contrário, um sorriso muda uma vida, uma morte, uma nada, um tudo, contanto, não é pra tanto. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bis




Cadê teu repi
Quem é teu padri
Onde é que tu to
Cadê teu suin
Guitarra não po 
Desista mole
Quem é que te indi
Cadê teu suin

Com que sobreno
Melhor ir sain
Dou nem mais minu
Tô nem mais 
Ainda tem a cora
Gentinha atrevi
Da cá sua vi
Da cá seu suín
Guilhotina?
Eu que controlo o meu guidom
Com ou sem suín
Com ou sem suín
Com ou sem suín

Guichê só de ven
Da lá toma no
Tamanha revan
Cheio de vingan
Santinha cecili
Andou me esquecen
Dou rima por p
Hão de ter o suín

Acerta esse tom
Zera essa reza 
Aumenta o vo
Calma com o andamen
To insatisfei
Tomara que venh
Aquele refr
Hão de ter o suín


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cadê Teu Suín?


"O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos,como algo separado do resto do universo numa espécie de ilusão de óptica de sua consciência. e essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos a ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão ampliando nosso circulo de compaixão para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo mas, lutar pela sua realização, já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior."                                                                                                              (Albert Einstein)

Divulgo o meu melhor, pra te tornar maior. Tanta inteligência, eu não sei. Escuto e cruzo os dedos, penso em anoitecer só pra luz ceder, o céu escurecer e a estrela brilhar. O ego embaça, limpa só pra você ver, não ser triste é viver pra frente. Ser exatamente como se é, é fazer um papel importante nessa peça. Sempre pra frente, sorridente como és. “Alguém que sabe olhar e sabe andar sempre pra frente, sabe se adaptar, ser diferente. Pode até ressucitar quando presente que alguém quer se tornar exatamente como ele é.”. Frases tão bem colocadas, o som das tuas risadas enche o salão. Eu pego tua mão e digo que amanhã já é futuro, se joga que eu seguro, e quando machucar eu curo, se precisar. Vai que a gente um dia eternize a companhia juntos até o fim chegar, nossos segredos para sempre então vamos contar. Pois só a gente sabe, o mundo desconfia. Só a gente cabe, o mundo é ventania. Não espera nada nem ninguém, não faz sentido pra mais ninguém. Sei que não é mais o caso, eu ando mesmo tão desapegado... Eu voltei a andar devagar, a contemplar o mar, quem ouve chega a estranhar. Eu aprendi que a espera só serve pra desesperar. A paz enfim voltou, retomo meus sapatos com convicção. O filme da minha vida pede mais ação, deixei sozinha a solidão. Onde eu já deveria estar? Atrás de mais uma memória pra guardar. Não ter mais hora pra acordar... A sensação estar feliz por respirar. O efeito de um abraço, uma palavra amiga pra alegrar, saber onde focar. A vez de cada passo acompanhando o ritmo de andar, seguir sem tropeçar. O firmamento molda quadros pra nossa visão, sorrir do passado, nossa diversão, tocar o céu sentindo os pés sempre firmes no chão. Reinventar o valor, ser feliz aonde a gente for.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Parece Que Foi Hoje


Parece que foi ontem
Teu desespero em não te achar
Aliou-se ao teu olhar
Perdido pelo lugar

Não dá mais pra fingir que não é
Capaz de entender o que é a dor
E demora pra dizer
Que esse é mesmo o teu adeus

Não dá mais pra fingir que não tem
Outro amor, um outro alguém
Que não se compara ao que tem
Apesar de ser mesmo o teu adeus

Parece que foi hoje
Temor que desaparece ao tornar
Uma vida miserável em pensar
Que no dia do teu adeus, chegou a falar

Não dá mais pra fingir que não tem
Outro amor, um outro alguém
Que não se compara ao que tem
Apesar de ser mesmo um adeus

Mantém assim, melhor pra ti
Desvenda que vem
Um outro amor, um outro alguém
Melhor é o que já tem

Apesar de ser mesmo um adeus

domingo, 9 de agosto de 2009

O Mundo é Verde


"Minha aventura é a sagatiba

Saga quer dizer "em busca"
Tiba quer dizer "eterno"
Sagatiba
Eterna busca do valor mais puro

Da pureza dos olhos de quando se ama alguém
Do calor,da beleza,do sonho puro
Da delicadeza,do lado que beija
Da leveza das mãos que te fazem carinho

Do atleta que veste,que sua a camisa
De uma mão que segura,outra mão que precisa
De uma vela que acende pra reza da noite
De uma gentileza bonita que se faz aqui e ali
Nessa vida pro bem"


Um dedo cortado. Esse foi o preço cobrado por tantas mudanças repentinas, e como ter compaixão nunca é demais, band-eid nele. Ouviu o som da lua? Ela me pôs pra dormir logo depois da lucidez te deixar, rápida e sagaz. É certo que a lua estava bastante sedutora à noite passada, e por sinal a lucidez estava se comportando como uma garota bem fácil e sedenta por um beijo, na vontade de se jogar em direção à melodia que vinha do céu preto com pontinhos brilhantes. Água, terra, fogo e obviamente o ar, nem tão puro assim, mas o ar! Todos juntos brincando de ser diferentes, e assim, completando uns aos outros, lindo. A água era amarela de gelada, transparente e quente, branca e ácida. A terra era verde e marrom. O Fogo era laranja e azul. O ar era cinza-incenso. Todas as cores se juntavam e ao som da lua e consecutivamente ao despedir da lucidez,  formavam um mundo verde. Pré-conceito foi-se já, já foi e já volta, e quando voltar já vai embora porque o mundo é verde.